28.7.20

Caminho Sem Volta


Xtratego Ferment

 

Sou um estrategista nato. Jogo xadrez com a Vida a todo instante, o dia inteiro. Sempre vejo três ou quatro lances à frente. E não deixo as circunstâncias simplesmente acontecerem por si mesmas. Se de alguma forma me envolvem, ajo sobre elas de modo racional. Procuro fazer com que atendam meus propósitos.


Não nasci para ser um derrotado. O fracasso não me encanta. Acostumei-me a ser primeiro.

 

www.EdsonMarques.com



Como escritor, devo manter a liberdade de criação. E essa liberdade é sacratíssima, em todos os sentidos.

Que poeta eu seria se uma ideia qualquer me viesse à cabeça e ao coração e eu tivesse que escondê-la (ou sufocá-la) só porque ela poderia, talvez, ferir suscetibilidades de algumas pessoas? Que poeta eu seria se condicionasse minha inspiração aos preconceitos, crenças ou visões do mundo de OUTRAS pessoas? Já pensou se eu não pudesse defender o amor livre porque muita gente é contra? Se eu não pudesse falar do Buda porque o cristão não gosta? Se eu não pudesse amar Jesus porque os judeus o negam? Se eu não pudesse dançar com Zeus só porque ele é um Deus que nasceu antes de Jesus ou Maomé? Se eu não pudesse amar a rosa ou a margarida só porque o lírio as quer todas para si?

Seria muito difícil viver assim.


Pautar nossa vida exclusivamente pelas opiniões alheias deve ser um horror! Por isso, eu me exponho inteiro no balcão das alegrias. Eu abro as minhas entranhas sem medo de mostrar os meus avessos...


Escancaro meu coração porque creio na Vida!





Presente de Natal

O presente de Natal que eu quero te dar
não pode ser comprado:
Não tem nas lojas, nos mercados, nas feiras, nos balcões.
Não é feito de plástico, não é eletrônico,
nem precisa de manual.
O presente de Natal que eu quero te dar
já está dentro do teu próprio coração.

Basta que você agora o desperte para a vida:
É o amor pela liberdade absoluta.
É a admiração extrema pela Arte de Viver.
A defesa inabalável da ideia de justiça,
de verdade e de prazer.
A coragem de sonhar transformações.
A busca cotidiana por tudo que é sublime,
e o doce desejo de sugar o açúcar
de todas as coisas.
Feliz Natal !





Tem hora de parar — e tem hora de partir. Tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar. E agora não é hora de dobrar as asas, nem de catar gravetos para fazer o ninho. Não é hora de buscar consolo, nem de caiar o túmulo. Portanto, não envenene com teu medo a minha dança. Seja só uma testemunha desta vertigem. Porque agora, agora é hora de voar. É hora de abrir-me a todas as possibilidades. E saltar num voo livre e sem destino para dentro de mim mesmo.




Só tem uma coisa pior do que morrer:
— É viver pouco.

Por isso não pretendo mais morrer na cama.

Quando chegar o meu dia (e eu saberei quando chegar o meu dia), vou contratar o filho de um marceneiro judeu para fazer minha cruz. Terá que ser de madeira nobre, e mandarei pintá-la de preto. O suporte dos meus pés será prateado, no meio do mastro. Quero lindos cravos de ouro, perfumados, e uma tarde calma no sermão das montanhas. Um crepúsculo cor de abóbora, certamente. Mas, antes de ser pregado, tomarei uma taça de vinho vermelho ao som de Vangelis. "Sauvage et beau". E chamarei meus últimos dez amores para que passem óleo de amêndoas no meu corpo entusiasmado. Quero brilhar nesse ato final. Terei colares de pedras preciosas no pescoço, e na cabeça, coruscando, uma escandalosa coroa de flores do campo.

Estarei nu — e excitado, naturalmente. Quero sentir meu sangue descendo pela palma das minhas mãos, gota por gota, vazando pelo buraco dos pregos. Vou encher de gargalhadas os ouvidos delicados que puderem me ouvir, vou gritar o teu nome de Deus em vão. E me lembrarei dos pecados todos que deixei de cometer por absoluta falta de tempo.

Quando enfim chegar minha hora, vou olhar para vocês, imaginar um aceno, fazer um poema, lamber os meus lábios, pedir mais um copo de vinho — e que o vinho seja esfregado em minha boca com esponja de algodão. Quero que minha mãe me olhe sorrindo e me abençoe aos pés da cruz, e que meus irmãos, e meus amigos, e meus amores — que todos eles dancem, e que todos eles gritem em coro:

Só o Prazer nos livra da loucura!


Será assim que vou deixá-los, meus amores.
(Será assim!)

— Um dia, talvez, quem sabe.
Daqui uns duzentos anos...




Nessa minha busca, nessa minha incansável e eterna busca de caminhos, eu acabo às vezes me afastando de alguns amores. E esse espaço, essa distância — esse vazio — é como uma navalha cortando a emoção... A emoção não deve ser cortada, eu sei. Mas, que se há de fazer? Eu quero apenas abraçar a metade do infinito.

Acontece que essa busca incansável de caminhos é uma das mais nobres e louváveis tentativas de aprimoramento pessoal. Significa refinar, cada vez mais, meu sentimento de amor-próprio. O contrário disso chama-se acomodação. Ou, até mesmo, desleixo. Talvez covardia...








Em Lucas 17:21 Jesus nos diz que o paraíso está dentro de nós. O céu não é um lugar nem uma situação geográfica: é um estado de espírito. E somente aqueles que têm bons propósitos e dominam seus estados de espírito é que podem ter o céu no seu próprio coração. Acredito. Portanto, a maior conquista a que um ser humano pode aspirar é o perfeito domínio dos seus estados de espírito. Todo o resto é secundário.





O mestre Antonio Abujamra intepreta aqui o texto que escrevi sobre meu bisavô.



SOU BISNETO DA REBELDIA


Meu bisavô, aos sessenta e dois anos de idade, na década de trinta do século passado, abandonou tudo e apareceu por aqui trazendo no colo uma adolescente chamada Vitalina Maria de Jesus. Um despropósito, disseram todos. Mas o verdadeiro rebelde não hesita entre viver e morrer. O velho Luiz Marques, atolado numa estabilidade massacrante, não havia desistido de procurar aquela coisa que atende pelo singelo nome de felicidade.

Gastou janeiro fazendo planos, um mês inteiro ouvindo vozes, que nem Moisés. E aquela menina passando ali, na frente dele, feito convite, descalça, vestidinho de chita, cabelos soltos, meio ressabiada... Os peitinhos despontando. Então o fazendeiro abandonou tudo: as propriedades e as impropriedades que a elas se ligam, a esposa controladora, os filhos perplexos, as fazendas, as noras, os netinhos, os novilhos e as velhas emoções.

Tudo por causa de Vitalina.

Por aquela menina delicada ele daria o mundo. Por ela, e pelo que então simbolizava aquele amor, ele abandonou mais de mil cabeças de gado e todas as certezas que lhe haviam dado como herança. Era um autêntico rebelde: acabou trocando o futuro garantido e certo, porém morno, por um presente delicioso e faiscante.

Jogou fora o velho baú de premissas usadas, quebrou as algemas — e caiu na Vida. Trocou um milhão de verdades antigas por uma pequena mochila de sonhos. Porque, você sabe, não dá para salvar a alma sem antes salvar o corpo. E o que mais excita o ser humano é a possibilidade aberta de uma nova vida. O respeitável senhor Luiz Marques tomou aquelas decisões que só os grandes homens conseguem tomar: montou o cavalo negro do risco absoluto e partiu! Pois ele também já sabia que o único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida. Abandonou tudo para não ter que abandonar a própria existência naqueles caminhos já percorridos.

Não fosse por isso, eu não estaria aqui, agora, à beira do mar, tomando um belo copo de vinho branco e contando essas coisas todas pra você.

Sou portanto bisneto da rebeldia.

Sou bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade, e amante de todos os meus amores.

E existo, por incrível que pareça. No céu da minha boca não há fogos de artifício. Só estrelas.






O texto acima abre meu livro Manual da Separação. Caso queira saber mais, click na imagem da capa:






Assim como talvez você, eu gosto muito de supor que tenho razão quando analiso as circunstâncias e emito opiniões a respeito delas, embora saiba que, de alguma forma, posso estar errado nas coisas que escrevo e nas idéias que defendo. Entretanto, considero bem melhor errar a favor da liberdade — do que contra ela.

Como toda pessoa com posições alegremente democráticas, eu, em princípio, e a depender de quem as emite, aceito tanto as críticas positivas quanto as negativas a respeito do que sou e do que faço. Todas elas são, por definição, simples manifestações de opinião — e todas, por isso mesmo, igualmente passíveis de serem falsas ou verdadeiras. Com base nessa premissa elementar eu concluo que seria irracional privilegiar umas em detrimento das outras.

(...)



Leia aqui o texto todo.






Parece que só existem dois tipos de amor: o primeiro — e o último. Eu tinha sete anos, e ela, nove. Eu tinha tesão pela vida, e ela — também. Quando essa primeira paixão da minha vida começou a incendiar-me o peito, tornei-me um ser divino sensual e amoroso full-time. Transformei meu coração num sol inesgotável, e pensei que todas as mulheres do mundo se chamariam Marina.


Mas depois eu vi que Marina era apenas a primeira.





Quando eu falo em Jesus estou me referindo a um Mestre. A um gênio. Um filósofo que soube compreender como ninguém a alma humana. Não é, provavelmente, o mesmo Jesus a que você se refere, e em quem você diz que crê de modo inquestionável. É outro. O meu Jesus é um sábio, o teu parece apenas um ser mitológico. Mas o bom de Jesus é isto: ele, no Sermão da Montanha, já previu que nós dois existiríamos. Um de nós Lhe dá as mãos em cumprimento respeitoso por suas ideias geniais, e o outro só Lhe pede salvação, e um potinho de miçangas. Mas o melhor de tudo nessa história é que, confiando em Jesus — cada um a seu modo — nós dois seremos salvos. Eu e você...






Quando se quer treinar um falcão, basta uma luva, um pedaço de carne e uma cordinha para amarrar o falcão. Depois de algum tempo voando assim, limitado, o coitadinho se acostuma e nunca vai além desse limite — mesmo que se lhe tire a corda dos pés. Assim é com a gente.. Nos amarraram desde pequeninos, e agora fica difícil voar mais longe do que o "tamanho da corda"... Nossos "pontos de vista" geralmente não são nossos. Foram inculcados em nós. Temos que ir além deles. Caso contrário, nunca iremos além do limite que as circunstâncias anteriores nos impuseram. Lembre-se do falcão, e procure voar para mais longe. Para lugares que fiquem além do comprimento da cordinha...





Eu optei por ser feliz aos doze anos de idade. Já lia muito, inclusive Neruda e Karl Marx, mas não foram (só) o marxismo e a poesia que iluminaram meus caminhos. Eu olhei para os lados, e vi a vida sem graça que as pessoas do meu meio viviam. Aquilo me chocava. Eram pessoas infelizes, que só reproduziam relações antigas, e só seguiam as regras. Acomodadas e passionais. Então, analisei as circunstâncias, vislumbrei um futuro — e tomei a decisão. Conscientemente. Elaborei um Plano de Salvação. E o segui à risca. Com muita disciplina e ternura, com muito amor e alegria, com muita leitura, estudos profundos, com incansável determinação.

Deu certo.





Um diamante bruto não tem a mesma beleza de um diamante polido. Com tuas emoções acontece certamente a mesma coisa. Elas são como pedras preciosas. Você pode mostrá-las ainda brutas, feias e apressadas — ou pode refiná-las antes.

Você decide.


A propósito, veja o jogo que estou criando: 





Mas hoje eu estou pensando no 
.





O amor é simples. Mas também complexo...


Se meu amor por Marina (aos sete anos) fosse eterno, eu estaria com ela ainda hoje — e não teria estado com Sandra aos doze e nem teria conhecido Suzana, que é uma deusa inesquecível. Se eu tivesse ficado com Suzana para sempre, não teria conhecido Patrícia, nem Vera, nem Alessandra, nem Janaína, nem Carol, nem Beatriz, nem outras mil. Se eu tivesse sido exclusivo de Vera ou Janaína, não teria me apaixonado por Joyce Ann — que ainda é a musa número um. Mas se eu ficasse apenas com Joyce, não teria conhecido a morena maravilhosa de ontem à noite. 

E assim por diante... 

O que me encanta é a liberdade absoluta, incondicional. Aliás, pensando bem, se o amor de Marina por mim também tivesse sido eterno, ela não teria conhecido nenhum dos seus outros amores. Assim deve ter acontecido com todas que eu amei e que me amaram — e que depois tomaram novos rumos. Se eu esperasse (ou, o que é pior, se eu tivesse exigido) que cada uma delas ficasse só comigo, nem consigo imaginar como as coisas estariam hoje. Minha vida certamente seria um pandemônio. Ou eu já estaria meio morto e soterrado por uma avalanche de complicações que isso envolve. Filhos, inclusive.

A ideia de exclusividade amorosa e sexual, se não for espontânea, não me agrada nem um pouco. O amor tem que ser livre — em todos os sentidos — e de todas as formas.


Eu tomando vinho com minha Mãe.
Ao fundo o piso do restaurante que eu, aos quinze anos, ajudei a construir.





O autor não escreve seus livros para que você concorde ou não com ele. O escritor escreve para que você possa ver, de algum modo, como ele vê o mundo.


O bom escritor não deve pretender — nem pode — ser um condutor de almas desgarradas ao suposto paraíso da razão. O máximo que ele pode, talvez, é mostrar o caminho que nos leva ao paraíso da estética e da liberdade.

Mas só mostra o caminho: não conduz, jamais.

Aliás, pensando bem, o escritor nem mesmo mostra:   ele apenas diz que tal Caminho existe. Cabe a você descobri-lo — e percorrê-lo — ou não.  Se tiver vontade corajosa — ou não.






Click acima para acessar o site.




Jack Kerouac
Este é um romance sobre a liberdade.





Tem dias que eu tento conter este divino coração que salta profundo de mim, e que me beija dançando de dentro pra fora. Amantíssimo, poético, livre — e meu: eis o meu coração, meu amor: escancarado em teus braços... Porque em mim agora não existem outras estações. A primavera toda cresce dentro do meu peito, e as flores já não murcham mais. Sou um trem desgovernado em direção ao interior. Zen, vazio de tudo mas cheio de graça, com seu louco motivo e doce razão. E o apito sinuoso que se ouve daqui, respeitoso, se curva.

Também não quero que me considerem muito original: eu apenas repito o que me dizem os pássaros no quintal da minha Mãe. Transformo em português, literalmente, os cantos que eles cantam para mim. E repito-os para que vocês possam ouvi-los de verdade em nossa língua. Às vezes, quando chove chuva e o canto deles vem molhado, limpo um pouco o seu trinado, acrescento algumas notas, pinto-as de vermelho, reescrevo a melodia. E transformo o bem-te-vi em bem-te-vejo. O beija-flor em minha estrela. O pardal em perdão, o tiziu em tesão. E abro todas as gaiolas.








Só o que está morto não muda.


Caminho Sem Volta
Um novo livro de Edson Marques


Dê um clik na imagem para ver o site.



Não há posse no território que habito a partir do meu corpo, não há busca nem comércio em minha alma zen. Nada tenho que possa perder e nem há coisa alguma que eu queira ganhar.

Hoje, nada me interessa além do que me toca o coração ensolarado, e nada mais divino do que essa inocência pura que trago no peito, humana e gloriosa. Produto do meu próprio trigo, gume da minha própria faca — sou apenas o verso da poesia que me encanta. 

Sou meu movimento, meu voo, meu Deus. Minha pátria, meu partido, meu clã. E vivo a delícia dessa incerteza dançante que se faz presente, aqui e agora. 





Estou refinando a empresa


As pesquisas e Consultoria de Marketing ficarão a cargo de

EMc3 


Os aplicativos de controle estão sendo desenvolvidos por 



A tecnologia futura será da



As vendas ficarão sob responsabilidade de



E a estratégia de crescimento é da



E o suporte financeiro será da

InvestFundo



Publicação: 
Única Editora do Brasil

Lançamento 001: 
São Paulo.
Novembro de 2023.


Lançamento 002:
Rio de Janeiro
Dezembro de 2023.



Se você não gosta de Poesia,
aqui não é o teu lugar.



Veja o comercial da Fiat,
feito com meu poema Mude.


40 Coisas pra você fazer em 2023.
Click no link acima para ler o texto.





Não há nada além do pico. Nas relações de amor, depois que se atinge o pico só se pode cair. Portanto, uma boa solução para os casais amantes pode ser jamais atingir o pico, para evitar o conseqüente risco da queda. Ou, atingido o pico, optar por descer a ribanceira, com todo o cuidado — ou saltar profundo para os braços de um outro novo grande amor.

Mas a maioria morre sem sequer conhecer o pico, e tem gente que chama de pico o que não passa do sopé de uma colinazinha ali na esquina...


O que proponho com minha concepção de amor pode parecer um absurdo, mas é assim que penso, realmente. A lembrança de um grande Amor é infinitamente melhor que o risco de vê-lo morto em meio ao tédio. Portanto, separem-se no pico.


Essa questão do Pico do Amor, e da melhor forma de deixá-lo ou não, é bastante complexa. Mas acho que a melhor solução é aquela dos alpinistas: Chegando lá no alto, no pico do K2, fincam uma bandeirinha, curtem seus momentos de glória, entram em transe... e descem para uma nova aventura, uma nova conquista. Depois, vão ao Everest, etc. Pode até ser que um dia voltem ao K2, quem sabe.

Mas, se ficarem lá para o resto da Vida, perde a graça...
Perde completamente a graça!
Eu acho.

Mas cada um é cada outro...





Ontem eu fiz uma obra de arte gastronômica.


Talharim Bonalle ao molho branco, com pimentão verde, calda de gengibre doce e uma generosa porção de canela em pó e azeite de oliva, além de parmesão ralado e flores de salsinha.

Origem da palavra. Ela vem do latim tardio "taliare", que significa cortar.

Padrão de larguras da massa.

Talharim       - 0,3 cm
Fettuccine    - 0,5 cm
Tagliatelle    - 0,75 cm 
Pappardelle  - 1,3 cm



 Pratos inspirados em Nossa Senhora de Iracy, minha Mãe.






Aguardem o lançamento dos meus livros:


Para Ler na Viagem

e

Meu Pai Me Ensinou

Click nos links acima para ver detalhes.

Lançamento previsto para maio de 2023.




Este meu livro é uma cartilha, que ajuda o leitor a ter sucesso. Não sucesso em arranjar um emprego, mas em perder o emprego...

Sucesso relativo, portanto.

Porque eu o ajudo a libertar-se ainda mais. Faço com que ame a liberdade acima de todas as coisas. Se for corajoso, salta comigo — e dançamos juntos no espaço infinito que criamos ao saltar. Mas, se não for tão corajoso assim, se já estiver abraçado ao poste horroroso das crenças insensatas, pelo menos fica sabendo que na hora certa não se salta: tem que ser na hora incerta. E não importa a idade que ele tenha: acaba sabendo quanto tempo de vida já perdeu — mas que ainda pode saltar antes que morra.

O exemplo é meu bisavô, que só saltou aos 62 anos de idade. Que foi quando se apaixonou por Vitalina e largou tudo por causa de um grande amor. Mas se o leitor é do tipo que não salta de jeito nenhum, que prefere até morrer antes mesmo de viver, tudo bem: eu dou-lhe uma dose mortal de compreensão.

Como se vê, meu livro é uma cartilha...



Esta bonequinha de cetim 
inspirou a criação da 
GLSK


EuAmoMercedes.com

Acesse o site:



Minha ideia 1042

GLSK MERCEDES
Consultoria AutomotivaCional

Um projeto sobre a criatividade de
www.EdsonMarques.com



XtrategoFerment


A ousadia move o mundo.



Poema Mude com interpretação de Antonio Abujamra.
.


A propósito: eu prefiro, primeiro, viver as aventuras, para só depois escrever sobre elas. Acho que assim fica mais fácil — e muito mais gostoso — do que apenas inventá-las para fazer ficção. A vida de um escritor original tem que ser baseada em fatos reais. É também por isso que estou aqui, hoje, nesta madrugada cor de anil, impressionante, escandalosa, dançando feito louco no enluarado coração da zona azul do meu Amor.




Para continuar lendo mais alguns ensaios poéticos sobre amor e liberdade, click AQUI.

A roseira fraturada

Caminho Sem Volta






Rolling Stones

As pedras rolantes são polidas pela própria natureza.

Pedra que não rola fica bruta. Cria musgo. Portanto, seja natural. Deixe-se rolar, livremente. Não estacione. Siga o curso sinuoso das águas vivas. Seja fluente na correnteza da vida. A felicidade é líquida. O verbo é um fluxo. A palavra amor é vibrante. Quem não muda não fala. Quem não muda não dança. Mude. Fale. Grite. Dance. Voe.





Se eu não mudasse, afundaria junto com as circunstâncias. Era preciso, portanto, que eu sumisse dali, que abandonasse tudo o que me envolvia. Tudo: o Pai, a Mãe, os irmãos, a família, os amigos, a escola, o dentista, o professor. O time, o futebol, as duas namoradas, minha Vó, meus espetos de picanha e o cheirinho de carvão. Eu tinha que abandonar tudo, inclusive minhas idéias, especialmente as preconcebidas. Os cobertores azuis, a pátria, a religião, e até mesmo o meu querido cavalo Estrela. Eu tinha quinze anos. E tinha que abandonar tudo. Meus lençóis branquinhos de algodão, meu quarto, minha mesa, meus livros, meu baralho, meus recortes de jornal e meu jogo de xadrez. Eu tinha que abandonar TUDO — antes que chegassem a acomodação e a certeza do conforto absoluto. Eu precisava me desligar daquele passado, urgentemente. Eu precisava me salvar. Então, enchi meu peito de futuro e de coragem, de alegria e de relâmpagos — e mergulhei de cabeça na incerta e gloriosa correnteza da vida. Nas águas revoltas do coração do mundo líquido.

Deu certo.





Não basta só abrir a janela: é preciso abrir também a parede. Escrevi essa frase agora mesmo, aqui na cama. Acordando com uma ideia na cabeça: a de criar mais uma empresa, além da PCB com Joyce Ann. Mas só na cabeça: o coração ainda não se manifestou. Um copo de leite gelado é o que eu quero agora.


Tem dias em que eu acordo de madrugada, como hoje, e tem dias, como ontem, em que eu durmo de madrugada. Sempre sozinho. Sozinho e completo. E eu vejo que isso é bom. Porque houve tempos em que eu não dormia nem sozinho e nem completo. E aquilo não era bom. Mas as coisas melhores que eu teria para dizer ainda não se acordaram, nos dois principais sentidos da expressão. Portanto, vou ficar aqui, no coração do silêncio. Não: acho que vou tomar um copo de leite ao lado do pezinho de lírio, ouvindo pássaros. Depois, a gente vê o que acontece com esse domingo maravilhoso.



Texto originalmente escrito por mim há mais de dez anos, em 08.01.2012, quando eu, a propósito e de modo racional, estava experimentando uma tormenta (só para refinar minha capacidade de propor soluções inteligentes para circunstâncias similares).





MEU JEITO DE ESCREVER

Estou aqui, ao lado de um pezinho de lírio e tomando um copo de vinho vermelho. Solto e protegido como fosse uma simples formiguinha. Ronronando sensual como os gatinhos de Joyce Ann. Livre como um pássaro livre. Zen. E então fico pensando que meus leitores talvez nem façam ideia de quanto cuidado, quanto tempo, quanta energia, quanto amor — quanta loucura — eu preciso para escrever uma frase assim:

Liberdade a gente tem que ter de sobra, pois, se dela um dia nos roubarem um pedaço, ainda nos resta o suficiente para que a vida não se torne uma desgraça.

Demorei cerca de duas horas para escolher o tema de hoje (11.05.2011) e as palavras que me parecem certas. Para que houvesse cadência, pulsação — e alegria na leitura. E rima. Mas não rima pobre, formal. Eu busco uma rima quase imperceptível. Às vezes, apenas conceitual, como em de sobra e bastante, suficiente. Às vezes, rima sonora, como em pedaço e desgraça. Também me preocupo, nos meus textos, com que a língua não se enrole, se lidos em voz alta. Mesmo subvocalizados, não pode haver tropeços na boca de quem me lê. Até pontuações eu às vezes suprimo visando pausas que não quero. Faltou dizer, mas teu subconsciente certamente já percebeu, que nas sílabas tônicas daquilo que eu preciso — cuidado, tempo, energia, amor e loucura — temos todas as vogais, em ordem crescente: a e i o u. Enfim, eu educo os meus textos como se fossem filhos inteligentes e amorosos. Eu os refino e aprimoro, amorosamente, para que dancem no céu da tua boca e mereçam tocar-te o coração.




Além da vida e do amor, há um jogo que também me agrada: é aquele que acontece quando trago para a tela do computador uma poesia que já escrevi. E fico jogando com as palavras e o seu sentido. Passo a noite quase toda mexendo com elas, jogando com elas, acariciando-as, beijando-as, lambendo-lhes as partes mais íntimas, amando-as livremente. Mudo-lhes algum sentido, dou-lhes forma nova, pinto-as de azul. Enriqueço rimas em prol do amor, coloco consoantes de apoio, quebro a estrutura da frase, abandono as regras antigas, invento outras mais gostosas, escrevo, apago, escrevo, pinto, sinto e danço. Se por acaso vou ganhando, vibro e quero sempre ganhar mais. E se perco, a cada jogada sublime que faço, maior é o meu ânimo para jogar de novo, recuperar aquilo que perdi. De qualquer forma, passo a noite toda jogando, em todos os sentidos. Vem a madrugada e já começo a brilhar, metáfora de lux. Então, exaustos de tanto amor, os dois nos vencemos: o poema ganhou de mim, e eu com certeza o venci.



Se algum dia eu ficar famoso, meus blogs e livros serão valiosos e os leitores ficarão perplexos com tanta criatividade... Serei um bestseller. Meus saltos profundos serão louvados. A defesa da liberdade virará moda. Meus biógrafos vão vibrar com “tão extrema sensibilidade”. Traduzido em várias línguas, escreverão teses sobre mim. A Faculdade de Letras da USP vai criar um curso sobre a literatura de Edson Marques. Mas se eu, ao contrário, acabar anônimo, casado, cheio de filhos, e pobre — ou abandonado num manicômio qualquer — todos que lerem estas mesmas linhas (que meu ego acha belíssimas), certamente pensarão: Nossa... como o coitado perdia tempo escrevendo essas bobagens...

Como se vê, tudo é relativo.

O texto imediatamente acima foi escrito em 1998, e ainda tem alguma validade. Entretanto, como sou um garimpeiro de verbos incendiados, só gosta de me ler quem já tem fogo e não se espanta. Mas se eu primeiro não tornar as emoções em gostosura, não serei capaz de abrir meu coração para ser lido com ternura por você. Por isso, só me mostro inteiro após o meu encanto, e só te dou estas palavras depois que as refino. Aliás, se eu primeiro não polir as minhas pedras preciosas com amor e liberdade, como poderia eu querer trocá-las por essa tua tão amável luz diamante?





Em todos os meus livros a ideia básica é a seguinte: Existe um modo racional de tomar decisões. Sejam estas amorosas, comerciais, familiares ou profissionais. E se existe um modo racional, não é logicamente recomendável a opção por qualquer outro que não seja.


Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.





Com base na tese que defendo no livro Teoria do Acaso, só somos o que somos porque fomos o que fomos. O destino não passa de uma inegável sucessão de acasos. A liberdade é sempre condicionada pela base material da existência. Se meu bisavô não tivesse raptado sua amada Vitalina em 1920, eu sequer existiria. Se alguém batesse à porta do meu Pai minutos antes de ele transar com minha Mãe no dia em que fui gerado, eu também jamais existiria.

Isso vale inclusive pra você.

E se eu tivesse me casado com o primeiro grande amor da minha vida, certamente não estaria aqui, agora, solteiro — e feliz. Ou talvez meu conceito de felicidade fosse outro, e eu hoje poderia estar mais feliz ainda — e casado. Mas, com base nas estatísticas, e se o casamento é mesmo o túmulo do amor, tivesse casado, eu hoje estaria morto — no sentido figurado, ou de verdade, tanto faz.

Como se vê, o acúmulo das decisões tomadas por nós determina a situação presente. Nesse sentido, se eu mudasse qualquer das decisões que tomei, por menores que fossem, em qualquer momento anterior da minha vida, nada do que vivi após essa decisão teria acontecido como aconteceu. E hoje eu não seria o que sou. Poderia estar melhor ou pior, não importa. O que realmente importa é que toda decisão é crucial. Portanto, reflita bastante sobre as decisões que você estiver tomando hoje. Elas determinarão o teu futuro, necessariamente. E como mudar o passado não é mais possível, tente mudar o futuro. Se o caminho que você hoje percorre pode desembocar na escuridão, tome providências.

Às vezes, na vida da gente, logo ali à frente pode haver uma emboscada. Ou talvez uma porta escancarada para o céu, não se sabe.




Você pode ler os capítulos iniciais desse livro AQUI





As maravilhosas parábolas de Jesus.

Jesus falava sempre através de parábolas — que em grego quer dizer "desvio do caminho". Ele falava dessa forma por uma razão muito simples: era para não salvar todo mundo — mas só aqueles que tivessem sensibilidade suficiente para compreendê-las.

As parábolas de Jesus são ícones. Ícones são signos produtores de informação. Mas o importante é que Jesus, o Filho de Deus, ouvia vozes — e as seguia. Ele arriscava.

Um gênio sempre arrisca!

Os Espíritos da Vida falam para todos — mas só o gênio consegue ouvi-los. Só os gênios e os loucos amorosos são capazes de lhes entender os códigos e traduzir-lhes as metáforas. E Jesus, o Louco, ousava — isso é inquestionável. Se Jesus seguisse só os conselhos dos mais velhos; se Jesus seguisse só o que a tradição Lhe mandava, teria sido apenas mais um marceneiro endividado na pobre e devastada Galileia.

Um Deus sempre arrisca!





Assim como talvez você, eu gosto muito de supor que tenho razão quando analiso as circunstâncias e emito opiniões a respeito delas, embora saiba que, de alguma forma, posso estar errado nas coisas que escrevo e nas ideias que defendo. Entretanto, considero bem melhor errar a favor da liberdade — do que contra ela.

Como toda pessoa com posições alegremente democráticas, eu, em princípio, e a depender de quem as emite, aceito tanto as críticas positivas quanto as negativas a respeito do que sou e do que faço. Todas elas são, por definição, simples manifestações de opinião — e todas, por isso mesmo, igualmente passíveis de serem falsas ou verdadeiras. Com base nessa premissa elementar eu concluo que seria irracional privilegiar umas em detrimento das outras.

(...)



Leia aqui o texto todo.





Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)






Omelete que eu fiz hoje.






Eu não perco nenhuma oportunidade de ajudar alguém. Esta frase me ocorreu a propósito de uma cena presenciada ontem por mim. Um conhecido meu — crente em Deus, devoto sincero — ao ver um maltrapilho pedindo um pratinho de comida, recusou-se a ajudar, sob a alegação de que "Deus sabe o que faz", e que, se aquele ser humano está passando fome (ou sede, ou frio, ou dor), é porque merece esse "castigo". Já minha visão do fato é outra. Minha leitura da mesma cena é radicalmente diferente. Embora eu também possa considerar que "Deus sabe o que faz", suponho que Deus (*) colocou aquele mendigo no meu caminho exatamente para que eu participe da cena — e o ajude. No fundo, é uma chance que Deus me concede para que ajude alguém. Portanto, eu jamais iria desperdiçar uma chance de servir a Deus. Além do mais, pode ser que Deus me apresenta essas coisas todas só para ver se estou atento ao sofrimento alheio... Vai saber.



E essa forma fria, cruel e econômica que esse sujeito frio escolheu para encarar tal questão me parece desumana e meio contraditória, pois elimina qualquer possibilidade de ajuda humanitária, apoio amoroso, justiça social e até mesmo caridade. Desumaniza as relações. Inclusive, vai contra o que pregava Jesus Cristo. Entretanto, ressalvo que também eu, neste específico caso, talvez esteja errado — e Deus realmente pode não estar ligando nem um pouquinho para o sofrimento humano... 

Vai saber!



(*) Como filósofo, necessariamente, sou ateu. Como poeta, gosto da ideia.




Um casamento jamais será opressivo ou torturante — se os casais abdicarem da sua liberdade pessoal. Suprimida esta, preferencialmente de forma consensual, a harmonia se instala na relação. O sentimento de opressão só advirá se pelo menos um dos parceiros continuar amante da liberdade. Afinal, ninguém se casa para ficar mais livre. Seria uma contradição... Nesse sentido, requer-se apenas uma verificação do custo/benefício: quanto perco da minha liberdade pessoal — e quanto posso ganhar em outros campos. Quanto prazer pode me dar uma possível reclusão. Quanta segurança. Quanta garantia. Quanto sossego. Quanta tranquilidade. São essas algumas das questões que se podem levantar para entender uma relação de amor.

Toda relação é restritiva — por definição. O que varia é o grau de restrição e os propósitos mútuos dos que se relacionam. Mesmo as relações comerciais são restritivas, posto que fundadas em mútuas concessões. Eu te dou um desconto — e você só compra de mim. No casamento ocorre a mesma coisa. Eu tolero a tua cerveja e o futebol, e você não reclama por me ver descabelada. Eu só transo com você, e você não sai com mais ninguém. Você me dá um desconto, que eu te pago à vista. E por aí vai.

É uma troca, simplesmente.

Também influem os objetivos imediatos ou remotos de cada um, além da sua (i)maturidade emocional. Emprego está difícil, vou me casar. Quero ter um filho, e preciso de alguém que o produza, eduque, ou sustente. Quero sair da casa dos meus pais. Quero morar com meu atual namorado ou namorada. Quero alguém para ser a projeção da minha mãe. Quero ajudar alguém. Quero que alguém me ajude. Quero ter a chance de exercer minhas ganas autoritárias. Quero constituir uma família. Quero ser respeitável. Quero voltar a ser santa. Quero uma empregada doméstica. Quero seguir a tradição. Enjoei do meu estado civil original. Quero reproduzir a relação dos meus pais, exatamente igual — ou corrigindo-a. Quero mudar de vida. Quero melhorar a vida. Estou apaixonada. Quero desperdiçar minha vida. Cansei de ser livre. Quero me regenerar. Quero fazer uma grande besteira. Quero fazer uma besteira monumental. Nosso casamento será diferente. Quero fazer amor todo dia. Quero ser feliz. Quero engordar. Quero foder a minha vida sexual... Etc.

Como se vê, razões para casar é o que não falta.


Porém, no casamento tradicional, há quase sempre um componente meio maldoso que, contraditoriamente, estraga muito a relação — exatamente para tentar mantê-la em pé: ou seja, o ciúme. Mas aí já é outra história. /// No livro Solidão a Mil eu escrevo algo mais sobre essa minha tese.

Texto acima originalmente publicado em Abril de 2008 - Guarujá, quando eu estava reformatando meu quinto casamento. Em verdade, refinando a relação. Para que aquele amor não morresse no Pico. E para que os nossos caminhos continuassem maravilhosamente floridos.








Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

/// 
Meu poema MUDE fecha este vídeo,

E abre os horizontes pra você.


Não devemos ficar muito impressionados com uma ideia, só porque ela é nossa. Toda hipótese boa não passa de um pequeno passo no caminho do verdadeiro conhecimento. O que temos que perguntar, sempre, é por que uma determinada ideia nos agrada tanto. Temos obrigação intelectual de compará-la, imparcialmente, com as alternativas. É bom verificarmos se é possível encontrar razões que a invalidem. Aliás, essa verificação é fundamental. Porque, se não fizermos isso, outros certamente o farão — e nós poderemos ser inclusive ridicularizados. Nossa reputação intelectual pode ir para o ralo... O que nos deve interessar, portanto, antes de tudo, é a verdade, e não o nosso apego inabalável a certas conclusões que adoramos.



/// Só o que está morto não muda. ///

Click na imagem abaixo para Mudar:
Mude a Vida


Leia AQUI minha homenagem aos Professores.




Eu falo certas coisas tão óbvias, que às vezes rio de mim mesmo. Não pelo que eu digo, mas pelo poder que essas minhas obviedades têm de chocar certas pessoas. Ninguém deveria se espantar com essas coisas que eu escrevo. Eu apenas reproduzo o que, no fundo, é natural. Eu tiro as cascas que me parecem horrorosas dessas relações fechadas que eu vejo por aí — e mostro-as abertas. Exatamente o que todos deveriam fazer. Por exemplo, ontem, numa entrevista, eu disse que o homem casado, via de regra, não consegue satisfazer a sua esposa porque seu repertório de novidades é geralmente minúsculo. Falta-lhe criatividade. Acontece que nem mesmo um Einstein seria capaz de criar tantas novidades, todo dia, para suportar um casamento em alto nível. O homem casado jamais será um amante brilhante da sua própria esposa. O coitado vê num filme que pétalas de rosas vermelhas jogadas num lençol de cetim é uma coisa excitante. Abrir um champagne ao lado de um pratinho de morangos, colocar música romântica, essas coisas. Acontece que a criatividade do infeliz não vai além disso. O fato de ter casado já é uma pequena prova da sua baixa criatividade... Experimente repetir essa cena maravilhosa trinta dias consecutivos — com a mesma mulher — e veja o resultado. Claro que depois de quatro ou cinco dias ela vai ficar desesperada. Com o saco cheio de tanto morango, enjoada de champagne para o resto da vida e com o coraçãozinho entupido de pétalas vermelhas... Você vai ser ridicularizado, e virar um fracasso. Agora, repita essa mesma operação com trinta mulheres diferentes — uma por dia. Você fará trinta sucessos!





Um diamante bruto não tem a mesma beleza de um diamante polido. Com tuas emoções acontece certamente a mesma coisa. Elas são como pedras preciosas. Você pode mostrá-las ainda brutas, feias e apressadas — ou pode refiná-las antes.

Você decide.

Algumas pessoas cometem às vezes atos grosseiros, e depois se justificam dizendo que essa eventual deselegância se deve ao fato de elas serem "autênticas"... Ora, talvez não saibam que é possível ser autêntico sem perder a classe, sem perder a finesse. Aliás, uma pessoa realmente polida é sempre autenticamente refinada.



Também por isso, eu sempre me afasto dos nervosos. Procuro ter a delicadeza de nunca ligar-me a pessoas grosseiras, falsas, insensíveis. Fujo dos enfurecidos. Desvio-me de ciumentos radicais. Detesto autoritários. Quero distância absoluta de estressados e neuróticos. Não concedo aos ditadores sequer minha presença temporária, nem permito aos brutos que suponham ser possível invadir os meus momentos de amor — que são todos.


Até porque, se eu não for delicado comigo mesmo, se eu não for responsável por mim, se eu não respeitar profundamente os meus desejos, os meus amores e as minhas escolhas — estarei compactuando com esses algozes peçonhentos. Aliás, se eu não me cuidasse desde pequenino, esses desgraçados de aluguel já teriam estragado a minha inocência e sufocado para sempre o meu espírito poético.





ALGUMAS PERGUNTAS

Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?

Quantos minutos você hoje caminhou livremente?

Quanto tempo hoje você acariciou um corpo humano?

Quais os alimentos saudáveis que você vai comer hoje?

Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?

Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?

Quais são as coisas novas que você aprendeu hoje?

Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?

Quantos livros você está lendo?

Quando foi a tua última grande alegria?

Quantas vezes hoje você pensou no Amor?

Quantas vezes você hoje abençoou uma criança?

Hoje, quais as coisas maravilhosas que você vai criar?

Como vai a liberdade dos teus amores?

Terá tempo hoje de contemplar a lua e as estrelas?

Tem olhado os pássaros do céu e os lírios do campo?

Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?

Quantos anos você supõe que ainda vai viver?

Como vai a tua própria Liberdade?


Quais são os teus Sonhos?


O que é que você quer da Vida?



Click na imagem acima para ver o site.







Minha ideia 790 é criar um algoritmo complexo, porém inteligente, que vai buscar (na internet) os dados e estatísticas já existentes, e, depois de complementar com informações especialmente digitadas para cada município, fornecer previsões com uma ótima probabilidade de acerto. Previsões estas que serão automaticamente atualizadas em períodos previamente determinados. Click na imagem abaixo par acessar o site em fase de criação.



A escrita é o código do Verbo. A roda do vinho faz tudo girar. Depois de dois ou três copos minha voz Vitalina, e realiza sinapses verbais. Ideias escorrem pelas pontas dos meus dedos falantes. Eu começo a desenhar flores e planos nos guardanapos do boteco divino, enquanto as delícias dançam no meu próprio coração. Meu peito entusiasmado, pleno de espírito, quase explode de alegria. Trilhões de átomos já estão se reunindo, sonho a dentro e mundo afora, desde hoje, para que eu os encontre em forma de estrelas e corpos em dezembro do ano que veio. E é por isso que eu escrevo declarações de amor a Deus nesta noite açucarada. A roda da vida faz tudo girar. O vinho deve ser redondo, e o Universo — também.



Nesta primavera
vou encher de flores vermelhas
todos os meus vasos
sanguíneos.



Em 2021 fizemos este estacionamento na Onodera Aclimação - SP.

Canteiros do Brasil.




Sem fome, sem sono, sem culpa, sem dor. Sem pressa, sem apego, sem pressões. Sem esperas, sem cobranças, sem promessas. Sem medo e sem controle, sem ódio e sem juízo. Sem maldade — e sensível. Sentindo-me eterno no transitório. Buscando equilíbrio no instável, no incerto. Amado com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Passageiro numa viagem sem destino, percorrendo caminhos ainda não trilhados. Cada vez mais fascinado e encantado com os novos horizontes que se abrem. Adorando as surpresas no momento em que acontecem, e vivendo a primavera em qualquer das estações. Quebrando as barreiras, de modo irreversível.

Ultrapassando limites...

Encontrando a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e o mais sagrado período da minha vida. Sugando a doçura de todas as coisas... Vivendo as maiores e melhores paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me cobrisse de glórias, de flores e estrelas. Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções. Inundado de carinho e gratidão. Com a cabeça nas nuvens — e o coração no infinito.

Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores livres e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na praia que eu prefiro, óleo de amêndoas doces, um buquê de rosas brancas e vermelhas, duas ou três taças de vinho transbordantes, muita liberdade, alegria, saúde, poesia, gostosura — e tempo livre para viver tudo isso?


O que mais posso eu querer da vida?!




Liberdata Brasil
Eu criei a Liberdata em 1980.

E a Liberdata Uruguay em 2018.




DO QUE EU PRECISO

Houve um tempo em que eu precisava de uma casa enorme para guardar tudo aquilo que eu supunha indispensável. Depois, as coisas que me pareciam muito importantes cabiam numa sala pequena. Mais tarde, essas coisas "extremamente importantes" passaram a caber num armário de tamanho médio no quarto do fundo. Bem depois, coloquei tudo aquilo que ainda considerava "muito importante" no porta-malas de um conversível preto — e saí pelo mundo. Andei, rodei, tomei sol e chuva, ar e vento, tomei vinho consagrado, brisas e tormentas, tomei fôlego, amei com a liberdade mais absoluta — e fui me despojando ainda mais. Tanto, que hoje, cheio de amor e pleno de mim, vejo que todas as coisas verdadeiramente importantes cabem dentro de uma calça jeans e de uma camiseta branca de algodão gostoso que agora me descobrem.

Portanto, está na hora de viajar de novo, na mesma charrete preta...

Guarujá. 23.09.2018.







O QUE É O AMOR

Amar é permitir sempre. Amar é deixar que o outro vá — ou que fique, se assim o desejar. Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. Amar é compreender sempre. E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.


Mas, se amar significa "reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas" — como eu sempre digo — será que nessa colocação pode estar implícito que devo aceitar as idéias do outro, todas, mesmo as absurdas, e incorporá-las como se fossem minhas, se ele assim o desejar?
Claro que não.
Isto seria uma violência.
Cada um de nós tem um sistema de valores.
Mesmo que seja em nome do amor, a submissão é um horror.


Portanto, amar não significa aceitar todas as escolhas que o outro fizer, mas sim apenas aquelas que não impliquem uma supressão da nossa liberdade pessoal. Porque falta de liberdade causa uma dor imensa. E se causa dor, não é amor. Portanto, se uma determinada escolha feita pelo outro, que diz me amar, contraditoriamente cerceia minha liberdade, ou violenta minha dignidade, me sufoca ou atormenta — então essa escolha me faz mal, e deve ser rechaçada imediatamente, com determinação. Jamais devemos compactuar com quem nos fere ou nos amputa. Sem essa de beijar o carrasco em nome do amor...

Sem liberdade a vida morre.

Amar de verdade é jamais ter ciúmes, nem medo de perder. Amar é não forçar nada, sequer um beijo. Amar é não fazer perguntas desnecessárias ou indiscretas — muito menos na hora errada. Amar é deixar fluir a relação em todos os sentidos. É incentivar o voo livre que o outro possa estar querendo, e às vezes até mesmo empurrá-lo com ternura para o abismo gostoso do desconhecido profundo. Amar é respeitar com devoção e aplaudir com entusiasmo esse desejo louco de saltar que o outro às vezes tem. (...)


Eu defendo a tese de que o amor deve ser livre. Se não for livre, chame-o de qualquer outro nome — menos de amor. Aliás, é bom perguntar: se o amor não for livre, como será ele, então? Amor preso? Encarcerado? Acorrentado? Será que alguém, com um mínimo de respeito à vida, pode ser contra o amor livre? Sei que esse é um tema complexo, impossível de ser debatido em meia página de um blog. Mas gosto de supor que sinto-me amado, realmente, quando a pessoa que diz me amar pode olhar-me nos olhos e também dizer, do fundo do coração:

Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é algo a superar.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.





Tem gente que diz que o verdadeiro amor é aquele que dura para sempre. Ora, sendo assim, nunca saberemos se um determinado amor é mesmo verdadeiro, posto que o período de tempo chamado Sempre ainda não chegou — e jamais chegará. Do ponto de vista da Lógica, portanto, esta é uma afirmação tola. Inverificável. Improvável. Logo, tal frase, repetida ingenuamente por papagaios aprendizes, é um ridículo absurdo.

No texto acima eu analiso o Amor do ponto de vista da Lógica. Algumas pessoas podem dizer que o amor "não tem lógica". Compreendo suas razões. Entretanto, o Amor tem lógica, sim. É perfeitamente racional, e necessariamente determinado ao final de uma cadeia de raciocínios. É cerebral — antes de tudo.



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Abraço sempre a liberdade das minhas concepções estéticas — e escrevo. Na verdade, eu rabisco palavras de amor em defesa da Vida. Não para que você concorde comigo, mas para transmitir emoções — racionalmente. Escrevo para te provocar — amorosamente. Para que você pense um pouco mais sobre essa vida que hoje leva. Para que você veja o mundo de outra forma. Escrevo principalmente para excitar teu intelecto e abrir teu coração ainda mais. Por isso eu vibro tanto a cada vez que o meu verbo livre entra no teu peito e dança.





Lúcifer, o iluminador — não deve ser confundido com Satanás, que é uma invenção de religiosos conservadores. A diferença fundamental entre ambos é a seguinte: enquanto Satanás foi criado para impor medo, Lúcifer é um fornecedor de coragem. Um revolucionário. Um símbolo de resistência à Autoridade opressiva.

Um rebelde inteligente.




Lúcifer, em grego, é Fósforos.


Eis um pouco de mitologia grega. O planeta Vênus, que de manhã se chama Lúcifer, à tarde se transforma em Vésper. Filho da Aurora e de Zeus, Lúcifer é o condutor de todos os astros. Ajudado pelas Horas, toma conta do carro do Sol e de seus belos cavalos brancos. É ele quem anuncia aos mortais, toda madrugada, a chegada da Aurora, sua gloriosa mãe.

Lúcifer, repito, é um fornecedor de coragem. É a estrela da manhã. O Deus da Luz.





A Vida é um jogo, belíssimo, onde só podemos ganhar aquilo que arriscamos.
Mas você parece que não anda ganhando muito, nem perdendo muito.
Nenhuma derrota acachapante, e nenhuma vitória inesquecível.
Nenhum ato grandioso, nenhum espetáculo...
Nenhuma desgraça horrorosa, mas também nenhuma paixão infinita.
Nenhuma queda profunda, nenhum salto mortal.
Nem pra cima, nem pra baixo.
Nada!
Nem escuridão, nem brilho, nem glória, nem tragédia.

Assim — a tua vida.

Segura, pacata, certinha, e normal.
Tudo em ordem, tudo estável e bem comportado.
Tudo em brancas nuvens.
Tudo meio morno, meio tépido, meio frouxo, meio mole.
Meio apagado.
Meio cinzento e meio sem graça.

Assim — a tua morte.